sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Our fingerprints don’t fade in the lives that we touch

Tenho saudades de escrever para ti. Sim para ti, sempre senti que escrevia para ti e não sobre ti porque, afinal, tudo isto são as palavras que nunca tive coragem de te dizer e que tu, admite, não quiseste ouvir. Tudo o que está escrito neste espaço tu sabes, tu sentiste nas próprias mãos, nos próprios lábios mas deixaste escapar tudo entre os dedos porque é tão mais fácil fingir que não se sabe do que enfrentar uns olhos cheios de amor e não conseguir responder-lhes de volta. Sempre foste adepto do caminho mais fácil mas isso nunca acabou a beneficiar nenhum dos dois, eu fiquei na merda e tu sempre a voltar para me limpar as lágrimas. Porque voltaste tantas vezes quando nunca tiveste a intenção de ficar? Eu esperei, eu sentei-me no mesmo sítio uma e outra e mais quantas vezes à tua espera e tu viesses, tu vinhas e eu abria os braços para te receber de volta, prendia os meus olhos aos teus para que não pudesses escapar mais mas quando menos esperava (e mais precisava de ti) tu desaparecias, deixavas-me caída no escuro, entre nós ficava aquele enorme abismo cavado e depois sobriamente tudo acabou. As estrelas caíram-me sobre os ombros e o chão sumiu-se entre os meus pés, eu senti cada pesar em todas as zonas do meu corpo, tu viste como me doía a alma e como me doía o coração, mas mais uma vez afastaste-te até eu não te conseguir falar com os olhos.
E agora, agora tu partiste mais uma vez, mas quando eu pensava que não podias afastar-te ainda mais de mim tu arranjaste forma de o fazer, mudaste de cidade, abraçaste-me com força e eu deixei-me chorar no teu ombro enquanto a palavra “saudade” saía da minha boca. E eu tenho tantas saudades tuas, amor meu, morro de amor por ti e confesso, amar-te foi o desafio mais difícil a que alguma vez me submeti.

sábado, 26 de junho de 2010

I’ll be there as soon as I can but I’m busy mending broken

Sabes porque não consigo seguir em frente? Porque para além de não desapareces dos meus sonhos não consigo deitar fora o que sinto por ti. Porque é algo demasiado precioso que me custou muito a construir e não consigo permitir que me mandes abolir isso de mente tão leve.Porque para ti tudo isto foi um jogo mas para mim foi a minha vida com quem tu estiveste a brincar, foi a minha vida que tu tiveste nas mãos e foi apenas em meros segundos que tu conseguiste acabar com algo que me foi tão duro construir. Algo em que eu depositei toda a minha alma e coração e tu não conseguiste aceitar, apenas usar-me para satisfazer os teus desejos mais superficiais. Afinal, custa pensar se eu não passei mesmo disso, alguém com quem passaste bons momentos e não alguém com quem tu gostaste de estar, alguém que não conseguiste amar.
Dói no coração, alastra-se pelo resto do corpo e corta-me a voz. Mas está a acabar, porque eu estou a seguir em frente, como tu pediste para o fazer. Estou a largar-te porque tenho motivos para o fazer, porque finalmente consigo ver o sol para além das nuvens. Não digo que vás desaparecer do meu coração para sempre porque isso é impossível, tu vais sempre ficar mas vais passar a ser apenas uma mera ferida que acabou por sarar e apenas sobrou uma (grande) cicatriz. Tu foste o amor da minha vida, mas eu tenho de me livrar dos teus fantasmas. Portanto, por favor pára de me assombrar de noite e deixa-me ser feliz.
Afinal, a vida às vezes também sorri.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Maybe in five or ten yours and mine will meet again


Um dia alguém me disse que ser feliz era ter o coração quente. Hoje chove, e o meu está frio, congela de saudades. Talvez tu nunca tenhas sentido o que é ter o coração frio porque nunca te foi negada a presença de alguém que amas mas a mim foi, foi negada e arrancada. Tu arrancaste-te de mim mas não conseguiste mover-te do meu coração e é por isso que eu ainda hoje sinto saudades e é por isso que tenho o coração frio. E é por isso que tu não me compreendes. Não percebes que talvez tenhas sido o amor da minha vida e isso não se apaga em dois anos ou com um ‘adeus, segue em frente’.
Dás mais importância ao tempo do que ao sentimento em si, e isso é triste porque eu sei que tu sabes o que é amar mas não sabes o que é recuperar de um coração partido porque nunca te partiram o teu, tu partiste os outros. Todos os teus dias são coloridos e de luz enquanto eu vivo num quarto de paredes cinzentas. Enquanto que as lágrimas atravessaram a tua cara em vezes que se contam pelos dedos das mãos eu posso garantir-te que me podia comparar frágil como uma boneca de porcelana.
Tu nunca juntaste a cabeça aos joelhos e choraste até mais não porque já não conseguias acarretar tanta dor, nunca te deixaste cair sobre o chão porque já não tinhas forças para lutar contra algo que não era correspondido.
Mas eu já. E eu digo-te que mudaste a minha vida, digo-te que acredito que possas ser o amor da minha vida. E digo-te que estou pronta para te deixar ir, mas não sei quando.
"You never did give a damn thing, honey
But I cried, cried for you
And I know you wouldn't have told nobody if I died, died for you"