segunda-feira, 3 de maio de 2010

bruises fade but the pain remains the same

Sabes, ás vezes dou por mim a pensar como seria a minha vida se não te tivesse conhecido mas não consigo, porque basicamente todos os meus grandes feitos nestes dois anos têm o teu nome escondido nas entrelinhas. Acredito que chegaste para tornar a minha vida mais completa embora eu saiba que para a tua apenas vim de algum modo atrapalhar. Eu não fazia de modo algum parte dos teus planos, ou talvez até fizesse mas não desta forma, mas acredita, apaixonar-me por ti também era algo que não fazia parte dos meus. Tu mudaste a minha vida, tu sabes isso não sabes? Mesmo com altos e baixos nestes dois anos o sentimento não diminuiu nem um bocadinho, por vezes escondia-se mas no final tudo vinha ao de cima quando me sorrias de volta ou até nem isso era preciso. Passaram dois anos. São vinte e quatro meses; é demasiado tempo e eu sou demasiado pequena para levar com tanto nas costas. É demasiado tempo até para mim. Dizem que quem espera sempre alcança, pois eu espero, mas tu cada vez estás mais distante do meu alcance.
Sabes que mais? Eu odeio amar-te.

domingo, 11 de abril de 2010

such a beautiful disaster

He's soft to the touch, but frayed at the ends he breaks, he's never enough and still he's more than I can take.

domingo, 21 de março de 2010

You speak to me in words, I look at you with feelings

Nunca fomos daquelas pessoas que acabavam intuitivamente as frases um do outro, nem que caminhavam de mão dada e faziam juras de amor eterno, não construímos uma vida juntos mas eu fiz dos nossos momentos uma história. Sei que te amo porque quando olho para ti esqueço-me que existo, esqueço-me do mundo que me envolve e durante instantes tu prevaleces como a minha única razão. Sei que te amo porque o cheiro que predomina na tua pele anula o ar irrespirável à minha volta. Sei, também, que te amo porque quando não estás eu caio. Caio, com muita força, e nada nem ninguém me consegue levantar.
Fico caída na esperança de um sinal teu, mas tu não vens. Tu não vens porque não consegues pegar na minha mão e murmurar-me as palavras, mas será que não queres?
Tu falas comigo em palavras, eu olho para ti com sentimentos. Abraças o meu frágil corpo mesmo sabendo o que isso irá destruir horas mais tarde, e eu deixo, deixo porque olho para ti e vejo que se ainda permaneces no meu coração é porque és o homem que me enche os olhos de brilho a cada palavra, cada toque (…)
Tu, como ninguém, sabes a falta que me vais fazer quando partires; não finjas que nunca o percebeste, não finjas que nunca o soubeste. Não finjas que não sentes as minhas mãos a tremer de amor e de mágoa cada vez que os nossos corpos estão (tão) próximos.